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PSICOLOGIA ESPORTIVA

Percurso Histórico da Psicologia do Esporte.

 A Grécia Antiga é tida como o berço da Psicologia Esportiva, pois ali
alguns filósofos, como Aristóteles e Platão, especularam sobre a função perceptual e motora do movimento por meio dos conceitos de corpo e alma. Com isso, o desenvolvimento da Psicologia Esportiva se confunde com o desenvolvimento da Psicologia Geral, devido à sua base filosófica (Barreto, 2003). No final do século XVII e o começo do século XVIII as habilidades motoras e processos físico fisiológicos como tempo de reação, limiar de determinação, atenção e sentimentos ocuparam os estudos da época no terreno da Psicologia aplicada ao esporte (Davis, Huss & Becker, 1995). Entre os estudos iniciais em Psicologia do Esporte encontra-se o de Fitz (1897), o qual afirmou que a prática esportiva (jogar) era um meio de se preparar para a vida, por promover a capacidade de julgamento, habilidade de perceber as condições corretamente e a habilidade de reagir rapidamente a um ambiente mutável). A importância do esporte é destacada em estudos iniciais dessa especialidade, como o de Patrick (1903) e o de Hermann (1921), os quais afirmam que o esporte permite o desenvolvimento de hábitos de vida e que os músculos são os mecanismos pelos quais se desenvolvem a imitação, a obediência e o caráter. Destacam que seria por meio do esporte que mente, corpo e alma se manifestariam em situações reais. Kellor (1908) advogou também que por meio da atividade física não se construía apenas um corpo forte, mas também uma mente forte. Estes estudos serviram como base para as pesquisas de Norman Triplett, investigador da Universidade de Indiana – EUA, o qual realizou os primeiros experimentos direcionando a Psicologia do Esporte ao caminho em que se encontra nos dias atuais (Gonzáles, 1997). Triplett (1898) estudou a influência do adversário em ciclistas de rendimento e acreditava que a presença de um competidor servia de estímulo para a liberação de uma energia que permanecia latente ante as condições diretas e sem ritmo de competição. Para o autor, a presença do adversário funcionava como um elemento motivador para o aumento do esforço do atleta.

 Campo Profissional:

Pesquisa - Busca entender o processo de regulação psicológica do exercício e do esporte. Produção científica teórica, empírica, básica, aplicada, laboratorial e estudo de campo. Papel de pesquisador.
Ensino - Busca assessorar na educação da maioria das pessoas envolvidas no esporte: a nível acadêmico preparar estudantes e futuros profissionais para atuação na área. Papel de professor.
Intervenção - Busca através do conhecimento e competência desenvolver duas funções: a) diagnosticar e avaliar (detecção de talentos, testes de cognição e habilidades sensório-motoras e evolução das necessidades dos participantes); b) através da intervenção conduzir de forma cooperativa com outras pessoas da área, aconselhar ou atuar como consultor em situações de problemas especiais. Papel de consultor.